Capitulo
18
— Vinte e sete. Jesus, Soft, eu sinto muito. Eu devia ter
informado você, mas eu estava em pânico. Deixe-me pegar o mini gravador, e eu
vou começar a transcrever a entrevista.
— Você parece melhor. Você comeu sua sopa? — Eu pergunto,
ansiosa para mudar o assunto.
— Sim, e estava deliciosa como sempre. Eu estou me
sentindo muito melhor. — Ela sorri para mim em gratidão. Eu verifico meu
relógio.
— Eu tenho que correr. Eu posso ainda fazer meu turno na
Clayton.
— Soft, você está exausta.
— Eu estarei bem. Eu vejo você mais tarde.
Eu trabalho na Clayton desde que eu comecei na universidade.
É a maior loja de ferragens de Portland, e durante os quatro anos em que eu trabalho
aqui, eu conheci um pouco sobre quase tudo que vendemos, embora ironicamente, eu
sou um desastre em trabalhos manuais. Eu deixo tudo isso para meu pai.
Eu sou muito mais o tipo de garota que se enrosca com um
livro em uma confortável cadeira junto à lareira. Eu estou contente que eu
possa fazer meu turno, pois isto me dá algo para me concentrar que não seja Micael
Borges. Nós estamos ocupados, é o inicio da temporada de verão, e as pessoas
estão redecorando suas casas. A Sra. Clayton está contente por me ver.
— Soft! Eu pensei que você não fosse vir hoje.
— Meu compromisso não demorou tanto tempo como eu pensei.
Eu terminei em algumas horas.
— Eu estou contente por ver você.
Ela me manda para o deposito para começar a reabastecer
as prateleiras, e eu logo fico absorvida na tarefa.
Quando eu chego em casa mais tarde, Lua está com os fones
de ouvido, trabalhando em seu laptop.
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