sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Cinquenta Tons de Marrom

Capitulo 18

— Vinte e sete. Jesus, Soft, eu sinto muito. Eu devia ter informado você, mas eu estava em pânico. Deixe-me pegar o mini gravador, e eu vou começar a transcrever a entrevista.
— Você parece melhor. Você comeu sua sopa? — Eu pergunto, ansiosa para mudar o assunto.
— Sim, e estava deliciosa como sempre. Eu estou me sentindo muito melhor. — Ela sorri para mim em gratidão. Eu verifico meu relógio.
— Eu tenho que correr. Eu posso ainda fazer meu turno na Clayton.
— Soft, você está exausta.
— Eu estarei bem. Eu vejo você mais tarde.
Eu trabalho na Clayton desde que eu comecei na universidade. É a maior loja de ferragens de Portland, e durante os quatro anos em que eu trabalho aqui, eu conheci um pouco sobre quase tudo que vendemos, embora ironicamente, eu sou um desastre em trabalhos manuais. Eu deixo tudo isso para meu pai.
Eu sou muito mais o tipo de garota que se enrosca com um livro em uma confortável cadeira junto à lareira. Eu estou contente que eu possa fazer meu turno, pois isto me dá algo para me concentrar que não seja Micael Borges. Nós estamos ocupados, é o inicio da temporada de verão, e as pessoas estão redecorando suas casas. A Sra. Clayton está contente por me ver.
— Soft! Eu pensei que você não fosse vir hoje.
— Meu compromisso não demorou tanto tempo como eu pensei. Eu terminei em algumas horas.
— Eu estou contente por ver você.
Ela me manda para o deposito para começar a reabastecer as prateleiras, e eu logo fico absorvida na tarefa.
Quando eu chego em casa mais tarde, Lua está com os fones de ouvido, trabalhando em seu laptop.



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