— Você sente que tem imenso poder? — Maníaco por
controle.
— Eu emprego mais de quarenta mil pessoas, Senhorita
Abrahão. Isso me dá certo sentido de responsabilidade.... poder, se assim
prefere. Se decidisse que já não me interesso mais pelos negócios de
telecomunicações e vendesse tudo, vinte mil pessoas teriam grandes dificuldades
em pagar suas hipotecas no final do mês então.
Minha boca abriu. Eu estou espantada pela sua falta de
humildade.
— Você não tem um conselho ao qual responder? — Eu
pergunto, repugnada.
— Eu possuo a minha empresa. Eu não tenho que responder
para um conselho.
Ele levanta uma
sobrancelha para mim.
Eu ruborizo. Claro, eu saberia disto se eu tivesse feito
alguma pesquisa. Mas puta merda, ele é tão arrogante. Eu mudo de rumo.
— E você tem algum interesse fora de seu trabalho?
— Eu tenho interesses variados, Senhorita Abrahão. — A
sombra de um sorriso toca seus lábios. — Muito variado. — E por alguma razão,
eu estou confusa e inflamada por seu olhar firme. Seus olhos estão iluminados
com algum pensamento mau.
— Mas se você trabalha tão duro, o que você faz para
relaxar?
— Relaxar? — Ele sorri, revelando dentes brancos
perfeitos.
Eu paro de respirar. Ele realmente é lindo. Ninguém devia
ser tão bonito.
— Bem, para “relaxar” como você diz, eu velejo, eu vôo,
eu desfruto de várias
atividades físicas.
Ele desloca-se em sua cadeira. — Eu sou um homem muito
rico, Senhorita Abrahão e tenho passatempos caros e absorventes.
Eu olho depressa as perguntas de Lu, querendo sair deste
assunto.
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