Capitulo
6
— Entendo, — ele simplesmente diz. Eu penso ver um
fantasma de um sorriso em sua expressão, mas eu não estou certa. — Você
gostaria de se sentar? — Ele acena em direção a um sofá de couro branco em
forma de L.
Seu escritório é muito grande para um homem só. Na frente
das janelas que vão do chão ao teto, há uma enorme escrivaninha moderna de madeira
escura, que seis pessoas poderiam comer confortavelmente ao redor. Combinando a
mesa de café com o sofá. Todo o resto é branco, teto, pisos e paredes, exceto,
a parede perto da porta, onde estava um mosaico pendurado de pequenas pinturas,
trinta e seis delas dispostas em um quadrado. Elas são primorosas, uma série de
objetos mundanos esquecidos, pintados com tal detalhe preciso que eles parecem
com fotografias. Exibidos juntos, eles são de tirar o fôlego.
— Um artista local. Trouton, — Grey diz quando ele pega
meu olhar.
— Elas são adoráveis. Elevando o ordinário para o
extraordinário, — eu murmuro distraída, tanto por ele como pelas pinturas. Ele
vira sua cabeça para um lado e me fixa atentamente.
— Eu concordo plenamente, Senhorita Steele, — ele
responde, sua voz suave e por alguma razão inexplicável eu me encontro corando.
Além das pinturas, o resto do escritório era frio, limpo
e clínico. Eu me pergunto se isto reflete a personalidade do Adônis, que afunda
graciosamente em uma das cadeiras de couro branco á minha frente. Eu agito
minha cabeça, transtornada com a direção de meus pensamentos, e recupero as
perguntas de Kate da minha mochila. Em seguida, eu instalo o mini gravador e
sou toda dedos e polegares, o deixando cair uma segunda vez na mesa de café à
minha frente. O Sr. Grey não diz nada, esperando pacientemente “eu espero”
enquanto eu me torno cada vez mais envergonhada e frustrada. Quando eu tomo
coragem para olhá-lo, ele está me observando, uma mão relaxada em seu colo e a
outra embaixo de seu queixo e arrastando o seu longo dedo indicador através de
seus lábios. Eu acho que ele está tentando conter um sorriso.
— Desculpe-me, — eu gaguejo. — Eu não estou acostumada a
isto.
— Leve o tempo que você precisar, Senhorita Steele, — ele
diz.
— Você se importa se eu gravar suas respostas?
— Depois que você teve tantas dificuldades para instalar
o gravador, agora que você me pergunta?
Eu coro. Ele está tirando sarro de mim? Eu espero. Eu
pisco para ele, sem saber o que dizer, e acho que ele fica com pena de mim
porque ele cede. — Não, eu não me importo.
— Será que Kate, eu quero dizer, a Senhorita Kavanagh,
explicou para o que é a entrevista?
— Sim. Para aparecer na edição de graduação do jornal
estudantil quando eu
outorgar o diploma na cerimônia de graduação deste ano.
Oh! Isto é novidade para mim, e eu estou temporariamente
preocupada pelopensamento de que alguém não muito mais velho do que eu, Ok,
talvez uns seis anos mais ou menos, e ok, mega- bem sucedido, mas, ainda assim,
vai me apresentar em minha licenciatura. Eu franzo a testa, arrastando minha
teimosa atenção de volta à tarefa à mão.
— Bem, — eu engulo nervosamente. — Eu tenho algumas
perguntas, Sr. Grey. —
Eu aliso um cacho perdido de cabelo atrás de minha
orelha.
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