— Você investe em fabricação. Por que, especificamente? —
Eu pergunto. Por que ele me faz tão desconfortável?
— Eu gosto de construir coisas. Eu gosto de saber como as
coisas funcionam: o que torna as coisas marcantes, como construir e destruir. E
eu tenho um amor por navios. O que eu posso dizer?
— Isso soa como seu coração falando, em lugar da lógica e
fatos.
Ele faz trejeitos com a boca, e olha de forma avaliadora
para mim.
— Possivelmente. Embora existem pessoas que diriam que eu
não tenho coração.
— Por que eles diriam isto?
— Porque eles me conhecem bem. — Seu lábio enrola em um
sorriso irônico.
— Seus amigos dizem que você é fácil de conhecer? — E eu
lamento a pergunta assim que eu falo. Não está na lista de Lu.
— Eu sou uma pessoa muito privada, Senhorita Abrahão. Eu
percorro um caminho longo para proteger minha privacidade. Eu não costumo dar
entrevistas, — ele vagueia.
— Por que você concordou em fazer esta aqui?
— Porque eu sou um benfeitor da Universidade, e para
todos os efeitos, eu não consegui tirar a Senhorita Blanco de minhas costas.
Ela insistiu e insistiu com meu pessoal de Relações Públicas, e eu admiro esse
tipo de tenacidade.
Eu sei o quanto Lu pode ser tenaz. É por isso que eu
estou sentada aqui me contorcendo desconfortavelmente, sob o seu olhar penetrante,
quando eu tinha que estar estudando para meus exames.
— Você também investe em tecnologias agrícolas. Por que
você está interessado nesta
— Nós não podemos comer dinheiro, Senhorita Abrahão, e
existem muitas pessoas neste planeta que não tem o suficiente para comer.
— Isso soa muito filantrópico. É algo que você sente
apaixonadamente? Alimentar os pobres do mundo?
Nenhum comentário:
Postar um comentário