Capitulo
10
Ele encolhe os ombros, muito reservado.
— É um negócios astuto, — ele murmura, entretanto eu
penso que ele não está sendo sincero. Isso não faz sentido, alimentar os pobres
do mundo? Eu não posso ver os benefícios financeiros disto, só a virtude do
ideal. Eu olho para a próxima pergunta, confusa por sua atitude.
— Você tem uma filosofia? Nesse caso, qual é?
— Eu não tenho uma filosofia como essa. Talvez um
princípio do orientador Carnegie: “Um homem que adquire a habilidade de tomar
posse completa de sua própria mente, pode tomar posse de qualquer outra coisa a
que ele por justiça tem direito”. Eu sou muito peculiar, impulsivo. Eu gosto de
controlar, a mim mesmo e aqueles ao meu redor.
— Então você quer possuir coisas? — Você é um maníaco por
controle.
— Eu quero merecer possuí-las, mas sim, no resultado
final, eu quero.
— Você soa como o consumidor irrevogável.
— Eu sou. — Ele sorri, mas o sorriso não toca seus olhos.
Novamente isto está em conflito com alguém que quer alimentar o mundo, então eu
não posso evitar pensar que nós estamos conversando sobre outra coisa, mas eu
estou absolutamente confusa sobre o que é isto. Eu engulo em seco. A
temperatura na sala está subindo ou talvez seja apenas eu. Eu só quero que esta
entrevista termine. Seguramente Lu tem material suficiente agora? Eu olho para
a próxima pergunta.
— Você foi adotado. Até que ponto você acha que isto
formou o que você é? — Oh, isto é pessoal. Eu fico olhando para ele, esperando
que ele não se ofenda. Sua testa enruga.
— Eu não tenho como saber.
Meu interesse é despertado.
— Que idade você tinha quando você foi adotado?
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